Coluna do Breno Monsef - Vida longa aos astros


Pela 12ª vez, Zico reuniu jogadores do passado, presente e do futuro na maior festa de fim de ano do futebol brasileiro: o Jogo das Estrelas. Como no ano passado, tivemos uma preliminar com artistas no Maracanã - aliás, Zico e seu filho Junior (que organiza o evento) deveriam subir um pouco o nível dos artistas que participam -, que teve como destaque ninguém menos que Wesley Safadão, o Mito.

A cada ano desde a primeira edição, em 2004, o evento passou por vários estádios além do Maracanã - como o do CFZ, Engenhão e até o Morumbi - e vem trazendo mais craques que fizeram e fazem história no futebol, além do público, é claro. 

No jogo dos Artistas - que foi uma pelada, por sinal - tivemos uma ou outra jogada de efeito. Muitos jogadores da malhação. Tanto que acabou o jogo aos 42 do segundo tempo, pois nem os próprios jogadores pareciam mais estar interessados na partida.

Depois chegou a vez dos principais, as grandes estrelas convidadas e lideradas pelo anfitrião Zico. Quando pensamos em "peladas" de fim de ano sempre associamos à jogadinhas de efeito, um não-comprometimento na partida. Porém o que se vê a cada ano no Jogo das Estrelas é uma seriedade quase oficial no confronto. Talvez o saudosismo entre em ação nesse sentido para dizer que "não se faz mais jogadores como antigamente", as grandes rivalidades ou a própria amizade ajudam a justificar nesse sentido.

Algo poderia estragar essa festa? Sim, infelizmente. Mesmo com tanto empenho e raça vista por parte dos atletas em campo, a limitação física dos mesmos não nos permitem um deleite maior. Mas nada que nos impede de ver por exemplo Zico e Djalminha jogando na cara do Guardiola que eles são um outro nível de tiki-taka - com sensacionais passes de primeira pros seus companheiros de equipe. Deu pra matar saudade de alguns. De outros, foi mais uma oportunidade de vê-los em campo - já que a idade não nos permitiu acompanhá-los em seus auges.

E como não se emocionar mais uma vez com o Felipe, neto de Zico, que entrou novamente no fim da partida (pela 3ª vez, diga-se de passagem), e que marcou um belo gol, até? Talvez Seu Arthur tenha enfim um sucessor jogador de qualidade na família - para seu orgulho.

Enfim, duvido encontrar um sujeito que tenha acompanhado essa partida e concluiu que ela não vale a pena. Vida longa às Estrelas e à este espetáculo.

Num 2015 de grandes escândalos e dificuldades, sejam na política, economia e no próprio futebol brasileiro e mundial, não haveria maneira melhor de encerrar o ano. Que venha a edição 2016.

Breno Monsef
@brenozuca

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